Depoimento e Blog da Mamãe Mari

Fico imensamente feliz quando recebo comentários e emails sobre o blog. Semana passada recebi um email super carinhoso da Mari, que também tem uma filha com APLV. Obrigada querida, adorei o seu contato!

Copiei abaixo o depoimento postado no seu blog sobre a alergia, confiram lá: http://www.desafiomamae.com.br/

A descoberta da Alergia à Proteína do Leite de Vaca 

Como já citei aqui no Blog, a minha filha possui APLV. E, mesmo insistindo no assunto em conversas com as pessoas, muitas ainda oferecem para ela produtos com proteína do leite de vaca. Muitas vezes, quando falo sobre a alergia da minha filha, algumas ainda exclamam: “Ah, é verdade, ela tem intolerância à lactose!”… E, pacientemente, esclareço que ela não é apenas alérgica à lactose – açúcar do leite, mas que ela possui alergia a todas as proteínas do leite de vaca.
E assim, vamos levando a vida… Mas, confesso que às vezes sou tomada pelo desespero! Pela aflição de saber que a minha filha não pode comer tudo o que as outras pessoas estão comendo, que ela pode ter vontade de dividir o lanche do amigo na escola e é controlada pelos professores, que ela não pode comer tudo o que passa na televisão, que ela precisa perguntar se o que ela quer comer tem leite e que essa alergia não tem data marcada para acabar.
E é justamente esse desespero, que me faz pesquisar cada dia mais sobre o assunto, e ter paciência em esclarecer as dúvidas das pessoas. Pois, afinal de contas, as pessoas não são obrigadas a se inteirar do assunto, como eu.
E, respondendo a dúvida sobre como descobrimos que a minha filha tem APLV, conto agora como foi esta descoberta em etapas:
Com 1 mês:
A primeira reação alérgica evidente que a minha filha apresentou (citada brevemente no post Leite de Soja), foi quando ela tinha apenas 1 mês de vida.
Durante a consulta com o pediatra, o mesmo indicou que eu complementasse a amamentação dela com a fórmula infantil NAN. E, logo no início da introdução da fórmula, a minha filha acordou completamente empolada. Assim, corri para o pediatra, e como ela era muito nova para um teste de alergia, o mesmo supôs que ela teria intolerância à lactose, e indicou que trocássemos o NAN pela fórmula infantil especial à base de soja.
Com 3 meses:
Quando a minha filha completou 3 meses, introduzimos outros alimentos em sua dieta, incluindo aqueles que poderiam ter lactose ou proteína do leite. Na época, não fomos orientados a restringi-la de qualquer alimento.
Como a manifestação da sua alergia havia ocorrido na pele, desconhecíamos o fato de que ela poderia apresentar reações no sistema respiratório. Nesse período, a minha filha teve Broncopneumonia. Este primeiro problema respiratório poderia ter a alguma relação com a APLV? Não sabemos responder.
Com 1 ano:
O pediatra recomendou que efetivássemos a introdução da lactose através do leite de vaca assim que a minha filha completasse um ano de vida, e observássemos a reação do seu organismo. Contudo, mudamos o seu leite para o Ninho, e nada foi observado que evidenciasse a sua alergia.
Neste mesmo período, observei que ao oferecer o Sustagem Kids, a minha filha sempre apresentava náuseas e vômito, fazendo com que não mais oferecêssemos este complemento alimentar infantil para ela. Com certeza, esta também foi uma reação do seu organismo, mas não tínhamos conhecimento suficiente para identificarmos a alergia.
E, como meu marido eu temos rinite desde crianças, tratamos este problema que ela também vinha apresentando, como um fato isolado. Em nenhum momento relacionamos este problema também com a APLV.
Com 3 anos:
Foram realizados diversos tratamentos para a rinite alérgica, e para os problemas respiratórios que ela vinha apresentando. Inclusive, a matriculamos na natação para melhora do seu sistema respiratório.
Foi neste período que a minha filha apresentou a segunda – e principal – reação alérgica evidente. Em um final de semana de maio deste ano, percebi que a minha filha estava bastante quieta e sentindo sono mais que o normal. E percebi isso, pois ela foi dormir às 20h00 em um sábado, o que é bastante incomum na nossa rotina, pois normalmente ela é bastante agitada e dorme por volta das 23h00.
No domingo, a minha filha começou a tossir. E, como percebi que a tosse estava aumentando gradativamente, passamos a medicá-la com um xarope para a tosse que o pediatra dela indicou na última consulta. E depois de 2 dias e meio da administração do xarope, ela empolou novamente.
Corremos para o Pronto Socorro, e ela foi medicada para inibir a alergia. De acordo com a médica, ela apresentou alergia ao corante do xarope. Questionei sobre a tosse, e a médica informou que o remédio da alergia inibiria também a tosse.
No dia seguinte, feriado, estava esperando que a minha filha acordasse para medicá-la conforme orientação da médica. Mas, quando ela acordou e fui trocá-la, percebi que ela estava novamente com manchas vermelhas pelo corpo.
Corri novamente para o Pronto Socorro, e lá a médica nos informou que se eu já a tivesse medicado, ela não teria empolado novamente. E, desta vez, insisti muito quanto a tosse que a minha filha vinha apresentando. No mesmo Pronto Socorro foi tirado um raio-X do seu pulmão, e foi descoberta uma pneumonia silenciosa.
A minha filha ficou internada durante 6 dias para tratamento da pneumonia. E, entre os diversos exames que a minha filha fez no Hospital, em nenhum momento foi pedido um exame chamado teste RAST (teste de IgE específico que permite confirmar qual é o provável alérgeno responsável pelas manifestações alérgicas do paciente).
Sim, a pneumonia foi uma reação à sua Alergia à Proteína do Leite de Vaca.
Durante a alta da minha filha, fomos orientados a usar a medicação receitada, e após o período de 40 dias, retornar com um médico pneumologista.
E assim foi feito, e no retorno com o pneumologista, foram pedidos diversos exames. E, entre eles, foi feito o teste RAST. E assim, foi diagnosticada a APLV.

 

Tratamento:

O tratamento indicado pelo pneumologista foi a dieta de exclusão do leite de vaca e o medicamento Singular Baby para tratamento das suas reações alérgicas (problemas no sintoma respiratório).
E agora, por indicação do pneumologista, iniciamos também um tratamento a base de vacina alergênica manipulada, com doses diárias. São duas doses da vacina, a primeira 15 minutos antes da primeira refeição do dia, e a outra, 15 minutos antes da última refeição do dia.
Assim, prosseguirei com o tratamento, e concentrarei todas as minhas forças em fazer com que a minha filha sinta o mínimo possível a sua Alergia à Proteína do Leite de Vaca, até que ela seja abençoada com a cura desta alergia.
Um abraço,
Mari.
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4 comentários sobre “Depoimento e Blog da Mamãe Mari

  1. Meu Deus, parece que acabei de ler a historia do meu bebe de 4 meses e meio, quando estava com 2 meses começou com o nariz escorrendo, a pediatra pediu para não medicar que era somente o peito que curaria, ficou assim o mês todo, quando fez 3 meses problemas respiratórios, broncolite e internação, passados 10 dias de medicação nada de melhora, sempre chiando e falta de ar, tipo cançado, levei na pediatra dele que suspeitou de alergia a proteína do leite, e me pediu para fazer uma dieta de exclusão do letite, assim fiz, já estava com 12 dias de exclusão e percebi ele calado, quando fui olhar estava com 38 de febre, levei na emerencia e não era nada, no dia seguinte frebre de 6/6 horas, de madrugada chegou a 39, corri e o medico escutou o pulmão e disse que estava chiando, e eu achando que ele tinha melhorado pois a dias que não chiava mais, ele teve uma pneumunia silenciosa, agora não sei se isso é consequência do leite que ainda não saiu tudo do organismo dele, ou ainda acho que ele tem refluxo, pois desde que nasceu ele se engasga, agora de tanto insistir passaram remédio e vamos fazer um exame EED.
    Estou assustada, pois desde os 2 meses faco inalações diárias, já usou, berotec, atrovent, pulmicort, aerolin nebules, aerolin bombinha, flixotide bombinha, brondilat xarope, predisim, não aguento mais tanto sofrimento, você amamentava? Eu não quero tirar do peito de maneira nenhuma.

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